Como calcular seu preço mínimo por hora
A conta que revela se o seu preço paga o seu negócio ou só o seu esforço.
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A precificação por intuição erra sempre para o mesmo lado. O prestador divide o que quer ganhar por 160 horas do mês e chega a um valor que parece razoável — e que ignora três coisas: as horas que não são faturáveis, os custos que existem mesmo sem projeto e o risco de meses vazios.
A conta correta parte dos custos fixos anuais, soma a remuneração pretendida e divide pelas horas realmente vendáveis — que, para a maioria dos autônomos, ficam entre 40% e 60% da jornada, porque orçar, prospectar, administrar e aprender não são faturáveis. Sobre isso entram impostos e a margem que cobre risco e reinvestimento.
Quando usar este documento
- Definição de preço de diária, hora ou pacote de serviços
- Revisão de tabela quando os custos subiram e o preço não
- Decisão sobre aceitar ou recusar projeto com desconto
- Transição de emprego para atuação autônoma
O que você precisa ter em mãos
São os campos obrigatórios do formulário. Os dados da sua empresa ficam salvos e se repetem sozinhos nos próximos documentos.
- Razão social / Nome
- CNPJ / CPF
- Custos fixos mensais (R$)
- Horas faturáveis por mês
Os erros que mais aparecem
- Usar 160 horas faturáveis por mês: nenhum autônomo vende toda a jornada, e essa suposição derruba o preço pela metade.
- Esquecer o pró-labore nos custos: quem não se paga como custo acredita que está lucrando.
- Ignorar equipamento e software: depreciação e assinaturas são custo mensal, mesmo quando pagos uma vez por ano.
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Começar agoraPerguntas frequentes
Como calcular o preço mínimo por hora?
Some os custos fixos anuais (estrutura, software, equipamento, contador, impostos fixos) à remuneração anual pretendida, divida pelas horas faturáveis reais do ano e acrescente a margem de lucro e risco. O resultado é o piso: abaixo dele, o trabalho consome o negócio.
Quantas horas por mês são realmente faturáveis?
Para a maioria dos prestadores, entre 80 e 120 das cerca de 160 horas mensais. Orçamento, prospecção, reuniões, administração, deslocamento e estudo ocupam o restante — e precisam ser pagos pelas horas vendidas.
Devo cobrar por hora ou por projeto?
Cobrar por projeto costuma ser melhor para o cliente e para quem é eficiente, porque desvincula preço de tempo. Mas o preço por hora continua sendo a base do cálculo: é ele que diz se o valor fechado cobre o custo real da entrega.
Como ajustar o preço sem perder clientes?
Reajustando por contrato, com índice e periodicidade definidos, e revisando a tabela para novos clientes antes dos antigos. Reajuste anual previsto em contrato é rotina; aumento súbito sem regra é ruptura.
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O conteúdo desta página é informativo e não substitui a orientação de um advogado para o seu caso concreto. Os modelos são elaborados com base na legislação citada e cobrem as situações mais comuns do dia a dia de quem presta serviço.