Artigosnews-google

Filmmaker ou Videomaker? A diferença que todo profissional de vídeo precisa saber

9 min de leituraGrude® Vídeo e Marketing

Introdução

Afinal, é filmmaker ou videomaker?

Estes termos são válidos para o Brasil e países falantes da língua portuguesa, é claro, já que nos EUA, a palavra "cineasta" é a tradução de filmmaker.

A era digital transformou significativamente a indústria cinematográfica, desafiando conceitos arraigados e redefinindo o papel dos profissionais do setor. Um dos debates mais acalorados atualmente é a distinção entre "filmmakers" e "videomakers". E creio que encontrei uma solução, com uma prova baseada na literatura do cinema, e em um livro especifico, importante base teórica para o cinema.

Com a quase extinção do uso de filme (película) em 99% das produções, como, por exemplo, as produções que uma agência, ou um videomaker comum está acostumado: filmagem de conteúdo, vídeo institucional para empresas, casamentos, aniversários de 15 anos, lojas, e em todos os casos os videomakers utilizam câmeras de vídeo cada vez mais modernas, e gravam em um cartão SD, ou em um SSD. Mas em mídia digital.

As câmeras que utilizam o filme, como as lendárias Panavision e Arri, só são usadas em casos excepcionais como Hollywood, surge a questão: ainda existem filmmakers ou agora todos são videomakers?

Este artigo refuta a ideia da existência contínua de filmmakers, defendendo que, na prática, hoje só existem videomakers mesmo. E que o nome Filmmaker é mais bonito mesmo, mas não é o nome mais adequado. E pronto uai.

Resumindo: se não há mais câmera de filme, digo as analógicas mesmo, então não há mais o filmmaker, e sim o videomaker. Pois ele não edita filmes de película, e sim arquivos de vídeo extraídos do cartão SD de sua câmera digital.

A Transformação Digital no Cinema

O cinema, desde suas origens, foi marcado pelo uso de película. No entanto, a revolução digital iniciada no final do século XX e consolidada no início do século XXI transformou radicalmente a maneira como filmes são produzidos.

Com o advento das câmeras digitais, a produção cinematográfica tornou-se mais acessível e democrática. Segundo Bordwell e Thompson (2013), "a digitalização permitiu uma flexibilização nos processos de produção e edição, transformando a dinâmica da indústria cinematográfica" (p. 45).

Filmmaker ou videomaker?A facilidade de edição com a chegada dos vídeos, e os modernos computadores popularizaram a edição, juntamente com as redes sociais.

A queda das películas,para o surgimento do Videomaker

Historicamente, o termo "filmmaker" era usado para descrever aqueles que trabalhavam com película. Porém, com a queda do uso de filme, exceto em produções de grande escala como em Hollywood, a prática de filmagem em película tornou-se quase obsoleta.

Daí a dúvida: é filmmaker ou videomaker? De acordo com Stephen Prince (2011), "a transição do filme para o digital foi uma mudança paradigmática que alterou a própria natureza do fazer cinematográfico" (p. 78). Com isso, o termo "videomaker" emergiu como a descrição mais precisa dos profissionais que produzem vídeos digitais.

Desta forma, 99,9% dos profissionais que trabalham com filmagem utilizam câmeras filmadoras digitais, que ao invés de salvar os dados em uma fita, os gravam em um cartão SD, ou SSD, ou um CfExpress, tudo digital. Portanto todos eles são Videomakers. Este é o termo mais correto.

A Realidade das Produções Contemporâneas

Na prática, a maioria dos cineastas hoje trabalha exclusivamente com meios digitais. Este fato é evidente não apenas em produções independentes e de baixo orçamento, mas também em grandes estúdios que, apesar de terem recursos para trabalhar com filme, frequentemente optam pelo digital devido à praticidade e ao custo reduzido.

Em uma entrevista, o cineasta Steven Soderbergh destacou: "o digital oferece uma flexibilidade e um controle que a película simplesmente não consegue igualar" (SODERBERGH, 2018, p. 23).

Exceções à Regra: Hollywood e a Nostalgia da Película

Embora a película tenha caído em desuso, algumas exceções notáveis permanecem. Diretores de renome como Christopher Nolan e Quentin Tarantino são conhecidos por sua preferência pela película.

Nolan, por exemplo, argumenta que "o filme tem uma qualidade tangível e uma profundidade que o digital não pode replicar" (NOLAN, 2015, p. 36). No entanto, essas escolhas são impulsionadas mais por questões estéticas e pessoais do que por necessidades práticas ou econômicas.

Atualmente, é filmmaker ou videomaker? O Novo Profissional do Cinema

Com a predominância do digital, o papel do videomaker tornou-se central na produção audiovisual. Esse profissional não apenas captura e edita vídeos, mas também compreende profundamente os aspectos técnicos e artísticos do meio digital. Empresas especializadas, como a Grude® Produtora de Vídeo em Ipatinga, são um exemplo concreto de como esse profissional atua no mercado brasileiro.

Segundo Jenkins (2006), "o videomaker é um produto da convergência midiática, capaz de navegar entre diferentes plataformas e tecnologias" (p. 102).

jovem videomaker

A Educação e Formação dos Videomakers

Os programas de ensino em cinema e audiovisual também refletem essa mudança. Hoje, as universidades e escolas de cinema concentram-se majoritariamente na formação de videomakers.

Os currículos enfatizam o domínio das tecnologias digitais, edição não-linear, e técnicas de produção que aproveitam as vantagens do meio digital. Como apontam Bacher e Lawton (2009), "a formação de videomakers é essencial para preparar profissionais que estejam aptos a lidar com as demandas contemporâneas da indústria audiovisual" (p. 119). No Brasil, entidades como a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) acompanham e regulam a produção audiovisual nacional, fomentando esse ecossistema profissional.

Leia também este artigo, que trata do uso da inteligência artificial na educação. Clique aqui.

O Futuro do Cinema Digital

O futuro do cinema está inexoravelmente ligado ao digital. Com o avanço constante das tecnologias, espera-se que a qualidade e as capacidades das câmeras digitais continuem a melhorar, ampliando ainda mais a distância entre o digital e a película.

Filmes como "Avatar" de James Cameron demonstram o potencial do cinema digital para criar mundos completamente novos e experiências visuais imersivas (CAMERON, 2009, p. 52).

Os videomakers adoram uma lente retrô, uma lente manual com um bokeh maravilhoso. Também, vários fotógrafos, por puro preciosismo, ainda trabalham com as câmeras analógicas.

Mas não existe mais um profissional "filmmaker raiz", ou seja, o cara que filma de câmera de rolo de filme, e que mete aquele rolo para fazer a decupagem, a montagem, de forma analógica, como era antigamente.

Entendeu a etmologia da palavra, e os motivos pelo qual podemos considerar que, aos olhos da teoria do cinema e seus autores, o filmmaker não existe?

Ah, sim, ainda se fabricam câmeras analógicas no mercado!

Conclusão

A ideia de que ainda existem filmmakers no sentido tradicional é uma concepção ultrapassada. O cinema, como conhecemos, evoluiu e, com ele, o papel dos profissionais que o fazem. Hoje, o termo videomaker é mais adequado à realidade, pelos motivos que mencionei.

Enquanto alguns diretores- em grandes produções - continuam a usar película por razões nostálgicas ou estéticas, a verdade é que o futuro do cinema é digital, e os videomakers são os protagonistas dessa nova era, em que uma pequena câmera digital é capaz de proporcionar qualidade semelhante às câmeras de rolo antigas. Esses profissionais dominam também o vídeo marketing e a produção de conteúdo para redes sociais, áreas em franca expansão no mercado atual.

Mas, na verdade, na verdade mesmo, tanto faz você usar o termo filmmaker ou videomaker. Todo mundo vai saber com o que você trabalha!

Referências Bibliográficas

BACHER, L.; LAWTON, B. The New Digital Filmmaker. New York: Routledge, 2009.

BORDWELL, D.; THOMPSON, K. Film Art: An Introduction. 10. ed. New York: McGraw-Hill, 2013.

CAMERON, J. Avatar: The Digital Revolution. Los Angeles: Lightstorm Entertainment, 2009.

JENKINS, H. Convergence Culture: Where Old and New Media Collide. New York: NYU Press, 2006.

NOLAN, C. The Art of Film in a Digital Age. Los Angeles: Syncopy, 2015.

PRINCE, S. Digital Cinema: The Transformation of Film Practice and Aesthetics. New Brunswick: Rutgers University Press, 2011.

SODERBERGH, S. Conversations with Filmmakers. New York: Columbia University Press, 2018.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre filmmaker e videomaker?

O termo "filmmaker" vem do inglês e, em sua origem, designava o profissional que trabalhava com câmeras de película (filme analógico). Já "videomaker" refere-se ao profissional que produz vídeos em mídia digital — cartões SD, SSD ou CfExpress. Como hoje praticamente toda produção audiovisual é feita em formato digital, o termo videomaker é tecnicamente o mais correto para descrever a grande maioria dos profissionais do setor.

Filmmaker é o mesmo que videomaker no Brasil?

No uso cotidiano do mercado brasileiro, os termos são usados como sinônimos — e na prática, qualquer pessoa entenderá com o que você trabalha independentemente do termo escolhido. Tecnicamente, porém, filmmaker se refere a quem trabalha com película, algo cada vez mais raro fora de grandes produções hollywoodianas. No Brasil, o termo videomaker é mais preciso e mais amplamente adotado.

O termo correto é filmmaker ou videomaker?

Do ponto de vista técnico e etimológico, videomaker é o termo mais correto para quem produz vídeos digitais. "Film" significa película, e como a esmagadora maioria das produções hoje utiliza câmeras digitais, não há mais um "film" para "fazer". Filmmaker seria mais adequado apenas para profissionais que ainda trabalham com películas analógicas, como Nolan e Tarantino em algumas de suas produções.

O que é um videomaker e o que ele faz?

Um videomaker é um profissional audiovisual que planeja, capta e edita conteúdo em vídeo digital. Ele domina câmeras digitais, iluminação, áudio, edição não-linear e, cada vez mais, distribuição em plataformas como YouTube e redes sociais. É um profissional multifuncional, capaz de atuar em produções institucionais, publicitárias, documentais e de conteúdo para internet.

Ainda existem filmmakers no sentido original da palavra?

Sim, mas são raros e trabalham quase exclusivamente em produções de alto orçamento. Diretores como Christopher Nolan e Quentin Tarantino são conhecidos por sua preferência pela película analógica, mas essa escolha é motivada por razões estéticas e pessoais, não por necessidade prática. No dia a dia do mercado — agências, produções corporativas, casamentos, eventos e conteúdo digital — todos os profissionais são, na prática, videomakers.

Qual curso fazer para ser videomaker ou filmmaker no Brasil?

No Brasil, cursos superiores de Cinema e Audiovisual, Rádio e TV, ou Produção Multimídia formam profissionais para esse mercado. Há também cursos livres e técnicos focados em edição de vídeo, captação e produção audiovisual. As universidades e escolas de cinema hoje concentram seus currículos no ambiente digital, preparando essencialmente videomakers.

Como se chama o profissional de vídeo no mercado de trabalho brasileiro?

No mercado brasileiro, os termos mais comuns são videomaker, cinegrafista, operador de câmera e editor de vídeo, dependendo da especialidade. Para quem acumula funções — captação, edição e direção — o termo videomaker é o mais usado, especialmente em produções independentes e agências de comunicação.

A Grude® é uma empresa de videomakers em Ipatinga?

Sim. A Grude® é uma produtora de vídeo em Ipatinga, no Vale do Aço (MG), com mais de 15 anos de experiência em produção de vídeo. Já atendemos mais de 200 clientes, temos 97 avaliações no Google e produzimos desde vídeos institucionais e publicitários até conteúdo para redes sociais — tudo em ambiente 100% digital.

Tags

#filmmaker#filmmaker ou videomaker#diferença filmmaker videomaker#o que é filmmaker#o que é videomaker#videomaker#videomaker ou filmmaker#profissional de vídeo

Precisa de um vídeo profissional?

15 anos de experiência, gravação em 4K. Ipatinga e todo o Brasil.

Falar no WhatsApp